A Inglaterra inicia o Women’s Six Nations de 2026 no topo do rugby feminino mundial. Atual campeã do mundo e força dominante na Europa, a seleção inglesa chega como favorita natural, mas consciente de que o caminho para um novo Grand Slam tende a ser mais exigente do que em edições anteriores.
O cenário competitivo mudou. A França atravessa um momento de evolução consistente, reduzindo a distância que a separava das inglesas e mostrando capacidade de disputar partidas em alto nível, especialmente nos confrontos diretos. A Irlanda também apresenta crescimento, com maior organização, confiança e resultados que indicam uma seleção cada vez mais competitiva.
Esse contexto torna o torneio mais equilibrado e impõe novos desafios à Inglaterra, que já não surpreende adversárias e passa a ser o principal alvo da competição. A condição de campeã mundial adiciona pressão a cada rodada, transformando cada jogo em um teste técnico e, sobretudo, mental.
Ainda assim, as Red Roses já demonstraram possuir uma das principais virtudes do alto rendimento: a capacidade de lidar com expectativas. Ao longo dos últimos anos, a seleção inglesa venceu partidas decisivas, administrou momentos de instabilidade e confirmou títulos mesmo quando não apresentou seu melhor desempenho.
O Grand Slam em 2026 é plenamente possível, mas dificilmente será construído com facilidade. Se vier, será fruto de maturidade, profundidade de elenco e controle emocional diante de um campeonato cada vez mais competitivo.
Mais do que perguntar se a Inglaterra tem qualidade para repetir o feito, a questão central passa a ser outra: quem, em um cenário de crescimento coletivo do rugby europeu, conseguirá impor uma derrota às atuais campeãs do mundo?

O Cobras Brasil Rugby terá um elenco de 40 jogadores para a temporada 2026. A equipe representa o Brasil no Super Rugby Américas, principal competição de rugby XV masculino do continente.
Do total de atletas, 30 são brasileiros, elegíveis para a Seleção Brasileira, os Tupis. O grupo conta ainda com seis sul-africanos e quatro argentinos.
O Super Rugby Américas 2026 começa no dia 20 de fevereiro. A competição reunirá franquias de Argentina, Uruguai, Chile, Paraguai e Brasil.
A equipe seguirá sob comando do treinador neozelandês Josh Reeves. Ele foi efetivado como técnico principal após atuar de forma interina na última temporada.A base brasileira de 2025 está mantida. Cleber “Gelado” Dias e Lorenzo Massari seguem no elenco. Eles foram capitão e vice-capitão da equipe no ano passado.Alguns atletas retornam após ausência em 2025. Daniel “Maranhão” Lima e Aramis Padilla ficaram fora da última temporada por lesões. Ambos estão de volta.Também retornam Pedro Soares e Maiki Lemes. Lemes foi eleito o melhor jogador do último Campeonato Brasileiro. Os dois haviam defendido os Cobras em 2024.
A temporada marcará a estreia de novos nomes. João Gabriel Ribeiro e Túlio Oliveira passaram cinco meses na África do Sul pela Bolsa Michel Etlin. Davi Montejano e Nicholas Sydorowitz, com passagem pelo rugby inglês, também farão seu primeiro ano pela franquia.
Rodolfo Martins, Felipe Gonçalves e Lucas Spago seguem fora das partidas. Os atletas se recuperam de lesões. Mesmo assim, participam dos treinamentos com o grupo.
Para reforçar o elenco, os Cobras contrataram seis jogadores sul-africanos. As chegadas fazem parte da parceria entre a Brasil Rugby e a South Africa Rugby.
O principal nome é Rosko Specman. O atleta defendeu a África do Sul no rugby sevens. Ele conquistou dois títulos mundiais e duas medalhas olímpicas de bronze.
O scrum-half Ashwin Cox chega com experiência nas categorias de base da Western Province (Stormers). O hooker Kegan Smit e o segunda linha Mogomotsi Mokunyane vêm do Limpopo Blue Bulls. Para a linha, foram contratados Tasriq Mynhardt, ex-University of the Western Cape, e Zinidine Booysen, que atuou pelo Cheetahs em 2024.
Entre os argentinos, chegam os pilares Lautaro Facundo e Facundo Moreno, ambos de clubes de Tucumán. Moreno é irmão de Francisco Moreno, ex-jogador dos Cobras e atualmente no Tarucas.
O abertura Julián Leszczynski traz experiência do rugby de clubes da Inglaterra e da Irlanda. Já o hooker Santiago Bonavento chega após passagem pelo URBA Top 12, principal campeonato de Buenos Aires.
Com o elenco definido, os Cobras iniciam a preparação final para a temporada 2026. A equipe busca evolução competitiva em mais uma edição do Super Rugby Américas.

Rosko Speckman é oficialmente jogador do Cobras Brasil Rugby. Aos 36 anos, o sul-africano desembarca em São Paulo para escrever um capítulo histórico no rugby do continente: ele será o primeiro atleta da África do Sul a disputar o Super Rugby Américas.
Medalhista olímpico duas vezes, campeão do Circuito Mundial de Sevens, ex-Springbok no Rugby XV e com passagens por algumas das maiores franquias do seu país, “Speckmagic” chega ao Brasil com dupla função: jogador e assistente técnico.Experiência de elite, visão de jogo, velocidade e, principalmente, cultura vencedora agora a serviço do projeto brasileiro.
Agora só falta uma coisa: o elenco.
Quem serão os Cobras em campo em 2026?
Histórico. Simbólico. Gigante.
O Super Rugby Américas nunca mais será o mesmo.
Por Mário Gandini

Depois de meses de expectativa, os Cobras finalmente anunciaram sua comissão técnica para a temporada 2026. A confirmação veio com a efetivação de Josh Reeves como treinador principal, encerrando o período em que a equipe era comandada de forma interina desde a saída de Emiliano Caffera, em outubro de 2025. A demissão do uruguaio aconteceu de maneira conturbada e gerou grande repercussão no cenário do rugby sul-americano, já que Caffera acumulava o comando de diferentes frentes no Brasil, incluindo Cobras, Tupis, e Yaras XV.
A demora na definição do staff chamava ainda mais atenção pelo contexto da competição: os Cobras eram a única franquia do Super Rugby Américas que ainda não havia oficializado sua comissão técnica, mesmo com a estreia marcada para o dia 20 de fevereiro, em Córdoba, contra os Dogos. A edição de 2026 será histórica e, possivelmente, a mais exigente até aqui, com a expansão para oito equipes e um calendário mais longo, intenso e desgastante para os atletas.
Diante desse cenário, a Confederação Brasileira de Rugby optou por valorizar o trabalho interno e apostar em nomes da casa. Josh Reeves, que já havia comandado os Cobras em 2023 e atua desde 2022 como diretor técnico da CBRu, assume oficialmente o comando da franquia.
Ao seu lado, a presença de Moisés Duque como treinador assistente reforça essa escolha por identidade e continuidade. Um dos jogadores mais vitoriosos da história dos Tupis, Moisés representa experiência, liderança e uma conexão direta com a cultura do rugby nacional.
Já a chegada de Shawn Preston ao departamento de preparação física amplia o foco em performance e condicionamento em uma temporada que exigirá não apenas talento, mas também resistência, gestão de carga e profundidade de elenco.
E o processo de anúncios ainda não terminou. A expectativa agora gira em torno do próximo comunicado da CBRu, previsto para o dia 14, além da divulgação do elenco oficial dos Cobras para 2026. A torcida e o meio do rugby aguardam para saber quais serão os nomes brasileiros que irão compor a base da equipe e quais atletas estrangeiros chegarão para reforçar o grupo em uma temporada que promete ser histórica para a franquia.
Com um calendário mais longo, mais equipes na disputa e um nível de exigência elevado, os Cobras se preparam para um dos maiores desafios de sua trajetória no Super Rugby Américas — e a definição do elenco será peça-chave para entender até onde esse time pode chegar.
Poe Mário Gandini
